Active BI - Dashboard de dados
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O objetivo do projeto foi transformar uma interface confusa e sem estrutura em um dashboard funcional e visualmente agradável, aplicando princípios de hierarquia de informação, contraste e organização de dados para facilitar a leitura e a tomada de decisão do usuário.

Principais pontos de melhoria identificados na interface e na experiência do usuário.
A partir de uma análise do dashboard original, foram identificados 8 problemas que comprometem a leitura executiva. A seguir, eles estão organizados por nível de impacto: Crítico, Alta prioridade e Média prioridade.
ano
2026
tempo
5 dias
tags
#figma #dashboard
Ausência de hierarquia das informações
Todos os elementos competem pela atenção com o mesmo peso visual. Possui densidade excessiva e falta de respiro. Não há distinção clara entre informações primárias.
Crítico - Prejudica a leitura rápida
Identidade visual confusa e datada
Os cards principais usam um efeito gel ou 3D muito datado (estilo anos 2000). O gráfico de pizza também está em 3D, e o velocímetro tem texturas complexas.
Crítico - Poluição visual e estética obsoleta
Uso incoerente de cores
O dashboard utiliza mais de 15 cores distintas, incluindo vermelho, verde, azul, amarelo, laranja, roxo e magenta, sem sistema semântico.
Crítico - Cores que não comunicam nada
Tipografia inconsistente e ilegível
Mistura de pelo menos 4 estilos tipográficos distintos, tamanhos que variam de 8px a 28px sem critério. A hierarquia tipográfica é inexistente.
Alta - Leitura cansativa e desalinhada
Excesso de filtros sem lógica
7 filtros (Status, Cliente, Gerente, Tipo de Serviço, Área, Fase, Faixa de Valor) ocupam uma coluna lateral inteira. Para um CEO, filtros são secundários, ele quer ver o panorama geral.
Alta - Ocupa espaço do conteúdo primário
Elementos Decorativos Desnecessários
A foto de duas pessoas apertando as mãos no canto superior direito não agrega nenhum valor analítico.
Média - Não há valor analítico
Wireframe - Hierarquia Proposta
Estrutura de baixa fidelidade definindo as 4 zonas de leitura e o fluxo de atenção executiva, do dado mais crítico ao detalhe operacional.

Decisões de Design
Cada escolha no redesign tem uma justificativa funcional. O objetivo não foi “deixar bonito”, foi garantir que seja entendido em menos de 10 segundos.
Alerta no topo
A margem negativa é o dado mais crítico do período. Em vez de escondê-la entre KPIs de mesmo peso visual, ela foi promovida para as notificações no header, garantindo visibilidade imediata antes de qualquer análise.
Cor com significado
O dashboard original usa mais de 15 cores sem critério semântico. No redesign, vermelho significa alerta, verde significa positivo e azul é neutro/informativo. Cor só aparece onde carrega significado — o resto é monocromático.
Gráficos datados substituídos
Gráficos de pizza 3D distorcem proporções por perspectiva e dificultam comparação entre fatias. Foram substituídos por barras horizontais ordenadas por valor, a comparação entre clientes passa de 10 segundos para instantânea. Outros gráficos foram corrigido e/ou substituídos.
Filtros removidos do layout principal
7 filtros ocupavam uma coluna lateral inteira, roubando espaço de conteúdo primário. Para um perfil executivo, filtros são secundários. Foram consolidados em um único botão colapsável no header, liberando a tela para os dados.
Tipografia como hierarquia
Três níveis tipográficos substituem o uso indiscriminado de bold e caixa alta que tornava o original ilegível.
Excessos desnecessários
Redesign não é só adicionar, é principalmente decidir o que tirar. Cada elemento removido do dashboard original liberou espaço, reduziu ruído e devolveu atenção ao que importa.
Conclusão
O resultado foi um dashboard mais claro, intuitivo e visualmente consistente, transformando dados antes confusos em uma experiência de leitura simples e eficiente. O projeto reforça a importância do design como ferramenta de organização e comunicação de informação.

