Active BI - Dashboard de dados

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Redesign de um dashboard de dados/BI, desenvolvido a partir de uma base totalmente desorganizada e transformado em um projeto completo, com foco em hierarquia visual, clareza na leitura de dados e consistência estética.

Redesign de um dashboard de dados/BI, desenvolvido a partir de uma base totalmente desorganizada e transformado em um projeto completo, com foco em hierarquia visual, clareza na leitura de dados e consistência estética.

meu papel

UI Design

UI Design

pessoas

Otavio Monteiro

Otavio Monteiro

O objetivo do projeto foi transformar uma interface confusa e sem estrutura em um dashboard funcional e visualmente agradável, aplicando princípios de hierarquia de informação, contraste e organização de dados para facilitar a leitura e a tomada de decisão do usuário.

Principais pontos de melhoria identificados na interface e na experiência do usuário.

A partir de uma análise do dashboard original, foram identificados 8 problemas que comprometem a leitura executiva. A seguir, eles estão organizados por nível de impacto: Crítico, Alta prioridade e Média prioridade.

ano

2026

tempo

5 dias

tags

#figma #dashboard

Ausência de hierarquia das informações

Todos os elementos competem pela atenção com o mesmo peso visual. Possui densidade excessiva e falta de respiro. Não há distinção clara entre informações primárias.

Crítico - Prejudica a leitura rápida

Identidade visual confusa e datada

Os cards principais usam um efeito gel ou 3D muito datado (estilo anos 2000). O gráfico de pizza também está em 3D, e o velocímetro tem texturas complexas.

Crítico - Poluição visual e estética obsoleta

Uso incoerente de cores

O dashboard utiliza mais de 15 cores distintas, incluindo vermelho, verde, azul, amarelo, laranja, roxo e magenta, sem sistema semântico.

Crítico - Cores que não comunicam nada

Tipografia inconsistente e ilegível

Mistura de pelo menos 4 estilos tipográficos distintos, tamanhos que variam de 8px a 28px sem critério. A hierarquia tipográfica é inexistente.

Alta - Leitura cansativa e desalinhada

Excesso de filtros sem lógica

7 filtros (Status, Cliente, Gerente, Tipo de Serviço, Área, Fase, Faixa de Valor) ocupam uma coluna lateral inteira. Para um CEO, filtros são secundários, ele quer ver o panorama geral.

Alta - Ocupa espaço do conteúdo primário

Elementos Decorativos Desnecessários

A foto de duas pessoas apertando as mãos no canto superior direito não agrega nenhum valor analítico.

Média - Não há valor analítico

Wireframe - Hierarquia Proposta

Estrutura de baixa fidelidade definindo as 4 zonas de leitura e o fluxo de atenção executiva, do dado mais crítico ao detalhe operacional.

Decisões de Design

Cada escolha no redesign tem uma justificativa funcional. O objetivo não foi “deixar bonito”, foi garantir que seja entendido em menos de 10 segundos.

Alerta no topo

A margem negativa é o dado mais crítico do período. Em vez de escondê-la entre KPIs de mesmo peso visual, ela foi promovida para as notificações no header, garantindo visibilidade imediata antes de qualquer análise.

Cor com significado

O dashboard original usa mais de 15 cores sem critério semântico. No redesign, vermelho significa alerta, verde significa positivo e azul é neutro/informativo. Cor só aparece onde carrega significado — o resto é monocromático.

Gráficos datados substituídos

Gráficos de pizza 3D distorcem proporções por perspectiva e dificultam comparação entre fatias. Foram substituídos por barras horizontais ordenadas por valor, a comparação entre clientes passa de 10 segundos para instantânea. Outros gráficos foram corrigido e/ou substituídos.

Filtros removidos do layout principal

7 filtros ocupavam uma coluna lateral inteira, roubando espaço de conteúdo primário. Para um perfil executivo, filtros são secundários. Foram consolidados em um único botão colapsável no header, liberando a tela para os dados.

Tipografia como hierarquia

Três níveis tipográficos substituem o uso indiscriminado de bold e caixa alta que tornava o original ilegível.

Excessos desnecessários

Redesign não é só adicionar, é principalmente decidir o que tirar. Cada elemento removido do dashboard original liberou espaço, reduziu ruído e devolveu atenção ao que importa.

Conclusão

O resultado foi um dashboard mais claro, intuitivo e visualmente consistente, transformando dados antes confusos em uma experiência de leitura simples e eficiente. O projeto reforça a importância do design como ferramenta de organização e comunicação de informação.

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